Na onda do Mundo

October 14th, 2008

O perfil do “casa-separa” já virou moda entre as celebridades e quem quer dar uma de moderninho insiste em imitar. Para isso, não precisa muito: se não der certo, o divórcio é a melhor opção. É por estas e outras que muitos crentes têm entrado na onda do mundo e ignorado o que Deus pensa sobre separação. Infelizmente, muitos dos líderes, pastores, músicos e membros que deveriam ser exemplos na igreja em que congregam estão negligenciando a busca por uma união abençoada pelo Senhor para se amoldar aos padrões errados de conduta. A aberração da vez fica por conta de uma moda importada dos Estados Unidos. Choro, depressão e solidão? Que nada! Agora a boa é separar e levar a vida adiante. Com direito a festa e tudo.

Foi esta a opção que a produtora de eventos Gabriela Barroso, 31 anos, escolheu. “Chorei por três meses, mas tristeza não combina comigo. No dia da festa, proibi as meninas de falarem em separação”, conta ela, que contratou um stripper para animar as amigas e decorou sua casa em estilo cabaré. De presente pela quebra de aliança ganhou novo estoque de lingeries sensuais com produtos de uma sex shop carioca, que já organizou três eventos do tipo neste ano.

Assim como acontece com os tradicionais chás de bebê e de panela, os de divórcio também costumam ser organizados pelas mulheres. As festinhas americanas do gênero são alimentadas por empresas especializadas que fabricam minicaixões para alianças, noivinhos personalizados guerreando em cima dos bolos e lembrancinhas com nome de bem-separados. “A receita é a mesma do bem-casado, mas o embrulho, em vez dos tons pastel, ganha papel roxo e fita preta para representar o luto”, explica Inês Brito, empresária paulista da empresa de doces e bolos artísticos The Best Party.

Como toda estratégia demoníaca, a proposta aparenta ser inofensiva, já que mostra querer apenas dar um pouco de felicidade a quem não conseguiu encontrar a fórmula de um casamento perfeito. E será que a moda de festejar o fim de uma união abençoada por Deus vai entrar nas igrejas?

No livro “Um coração ardente”, o autor John Bevere dá o exemplo de quando um dos cônjuges desiste de lutar pelo bem do casamento e parte para a separação. Leia um trecho que se encaixa perfeitamente na mensagem que queremos lhe passar neste post:

“Uma mulher me chamou e confessou que estava num relacionamento adúltero com um homem da igreja. O marido dela não era cristão, e abusava dela verbalmente com relação a sua fé. Em outras palavras, ele a perseguia. As ‘amigas cristãs’ dela a aconselharam que se divorciasse de seu marido e se casasse com este maravilhoso homem cristão que a amava tanto e que lhe proporcionava paz. Minha pergunta é: a qual Jesus estas amigas servem? Certamente não é àquele que se assenta à direita de Deus. A imagem que elas têm de Jesus é uma imagem formada pela sociedade, pois a sociedade está impregnada de divórcio. A maioria das pessoas que estão divorciadas não planejou isto. Elas queriam uma vida feliz baseada em seus interesses egoístas. A aliança que fizeram com seus cônjuges era significativa somente quando não interferisse em sua felicidade.

A mulher pediu minha opinião em relação à sua situação, mas, na verdade, ela estava querendo uma permissão de algum líder para finalizar a decisão que já havia tomado. Eu a disse que Deus odeia o divórcio, pois isto destrói o espírito das pessoas e as cobre de violência (Malaquias-2:16). De acordo com o Novo Testamento, o Senhor comanda que a esposa não se separe do marido, e, se ela o fizer, não deve se casar novamente (ICoríntios-7:10 e 11). Mais tarde recebi a notícia de que ela havia se divorciado de seu marido e se casado com o outro homem. Ela pode até estar feliz, mas o povo de Israel também estava feliz ao pé da montanha até que Moisés desceu e testificou que eles estavam na realidade iludidos com a imagem do bezerro de ouro”.

Mais adiante, Bevere relata que presenciou uma situação oposta na qual a esposa realmente teria motivos para se divorciar – pois foi descoberto um envolvimento do cônjuge com homossexualismo –, mas, por honrar ao Senhor, ela escolheu ficar no relacionamento e lutar pela libertação do marido. Depois de algum tempo, seu esposo foi transformado e ela agora tem em casa um pastor dedicado à obra de Deus, livre do pecado sexual por mais de vinte anos. Aqueles que são capazes de agir ignorando as regras que o mundo dita, acham graça diante do Senhor. Eles têm somente um desejo: conhecer ao Deus da glória. A pergunta que fica é: o Jesus que servimos é O mesmo que está assentado à direita da Majestade, ou é um Jesus diferente, que foi moldado de acordo com os desejos da sociedade na qual vivemos? Reflita sobre isso.

Com adaptações do livro “Um coração ardente”, de John Bevere, e da revista Época .

Taís Brem

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