Por onde anda o seu filho?

Já faz um tempo que a maioria dos pais abriu espaço para que elementos externos passassem a influenciar na formação do caráter dos seus filhos. Como se não bastasse a velha conhecida babá eletrônica – televisão, para os mais íntimos –, completam a lista de auxiliadores na educação dos pequenos o videogame e a internet. Isso só para falar nos mais populares. Pois esta última aparece na pesquisa da ONG SaferNet Brasil como um fator de alto risco. O estudo divulgado na quinta-feira passada (09) mostra que 53% das crianças e jovens acessam conteúdo impróprio para sua idade na rede. Um dos dados interessantes é que a própria organização deduz que o fato possa ser atribuído à falta de limites que os pais dão a seus filhos. E você, sabe por onde os seus andam?

Babá Eletrônica

A justificativa que mais se vê para esta falsa liberdade é que, entretidos, as crianças e adolescentes deixam de incomodar seus responsáveis. Acontece que este entretenimento acaba levando para dentro de sua casa sites com conteúdos violentos, obscenos e até páginas eletrônicas que facilitam a ação de pedófilos. Na tentativa de solucionar o problema, há famílias que adotam ferramentas como os programas que rasteiam as atividades das crianças via web, mas alguns educadores são contra. Acham que a medida “fere o direito à privacidade da criança”: “Controlar, gravar e proibir não educa”, defende um deles. Como os pais cristãos devem então se comportar frente aos apelos da mídia moderna?

Super Mário Bros, uma das “babás” de maior preferência das crianças

Ao contrário do que prega a sociedade, não é a forma livre de ser que vai formar um adulto responsável. E a prova disso é palpável. Quantos não foram os jovens criados pelos mandamentos da juventude transviada dos anos 60 e 70 que hoje vêem nos filhos drogados apenas mais uma geração que não mede esforços para ser feliz? Uma recente pesquisa do Instituto Datafolha mostra que aqueles mesmos rapazes e moças da época do “paz e amor”, atualmente sabem que os filhos se drogam e apóiam. E assim os valores deturpados vão passando de geração em geração. Talvez alguém diga que o uso da internet não é tão nocivo quanto o uso de entorpecentes, mas, como em tudo, a Bíblia recomenda que tenhamos cautela, pois “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (I Coríntios-6:12).

O mais adequado é sentar com seus filhos e ensiná-los, pelo diálogo e companheirismo responsável, o que é permitido e o que é perigoso no acesso à rede de computadores. E como aconselha o livro de Deuteronômio: “Guardem sempre no coração as leis que eu lhes estou dando hoje e não deixem de ensiná-las aos seus filhos. Repitam essas leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem.” (Dt-6:6 e 7). Se os pais não fizerem sua parte tendo o zelo de proteger a sua casa enquanto há tempo, o maligno achará um espaço bem propício para destruir a sua família. E a decadência começa exatamente com aqueles pensamentos-chave que insistem em dizer que “não tem nada a ver”.

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